Vicarious Liability
sábado, julho 21, 2007
  A Crise da Direita
Leio no DN as reflexões de Pedro Santana Lopes em torno da possível criação de uma nova força política e da crise da direita. E como nem sequer me identifico com essa área política, sinto-me completamente à vontade para deixar os seguintes comentários:

1º) Não há em Portugal (ou pelo menos não desde o 25 de Abril) aquilo a que tradicionalmente se convencionou chamar direita – e o PNR de José Pinto-Coelho é mau demais para merecer ser qualificado como partido. O que há é pessoas de direita a militar nos partidos menos ao centro do sistema. E também pessoas que não são de direita, nem de esquerda, nem de coisa nenhuma, mas vão empurradas para o PSD e o CDS porque é lá que têm “contactos” a juntar à muita vontade de fazer política…

2º) Mesmo que houvesse direita, a crise seria sempre dos dirigentes da direita, nunca dessa área política. Porque falar em crise da direita seria admitir que as ideologias e os programas partidários ainda têm algum peso no modus faciendi da actual política portuguesa. O que é um logro;

3º) Por conseguinte, o que temos é uma crise eleitoral, própria dos momentos de fim de ciclo, em que os dirigentes que “dão a cara” são de segundo nível (v. Marques Mendes, Manuel Monteiro e o próprio Paulo Portas, que não soube esperar o tempo suficiente para se “regenerar”) e não têm a capacidade de mobilização do eleitorado que é necessária para se obter bons resultados. Mas é apenas uma questão de tempo até que eles reapareçam;

4º) Neste quadro (ou mesmo que o quadro não seja este, e a Direita esteja mesmo numa crise insuperável) não me parece que a criação de um novo partido venha dar algum contributo significativo, para além de agravar a pulverização eleitoral e dificultar a formação de maiorias de governo. Mais uma vez as pessoas falam apenas em nome dos seus próprios interesses. E Santana Lopes, que anda “mortinho” por voltar ao primeiro plano, tristemente, não foge à regra…
 
Comentários:
E lá se faz outro post em estilo muito esquemático, claramente com influências do Luís Morais, lol.
 
Também ele socialista, aliás. :P
 
A "direita" está em crise: parece que ultimamente tudo está em crise em Portugal.
A "regeneração" de que falas não pode ser feita em meia dúzia de meses; mas eles não querem perder o "poleiro", por isso, forçam a sua "entrada na ribalta" e depois desculpam-se com a crise!
Tenho a impresão de que o "poleiro" deve ser mesmo bom, afinal eles não conseguem afastar-se muito tempo e regressam sempre cheios de saudades!
Marianne
 
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